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Pelo Infinito - Friedrich Hölderlin, Daniel Costa A arte supõe a coragem. Hölderlin fala disso, incita o poeta a não temer nada. Mas o que é a coragem hoje? Como desde sempre, ela começa na recusa de um destino de imitação. O homem não conforma o seu pensamento às coisas da natureza ou que ele próprio produz. A sua vocação não é repetir: quando olha ou nomeia o que está diante de si é ao desconhecido que responde. Habita o mundo como poeta salvaguardando a sombra e a ausência. Permite que o fluxo do tempo se não detenha e continue a haver vida e morte, claridade e escuridão, oposições de onde nascem os valores e por conseguinte o turbilhão das diferenças. Silvina Rodrigues Lopes (100 páginas; 5 €) |