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A INOCÊNCIA DO DEVIR, Silvina Rodrigues Lopes Tomando como fio condutor um pensamento do devir, apresenta-se aqui uma travessia da poesia de Herberto Helder, no decurso da qual é dado relevo a certos nós temáticos e às figuras que os expõem constituindo-se como centros de irradiação e de múltiplas conexões. "A escrita do poema, no que ela supõe de afirmação desejante, e por conseguinte para além das gramáticas que imobilizam o mundo, não é um concurso entre poetas maiores, não parte de um sentimento psicológico da individualidade, desencadeador da angústia da influência; é já o nascer de novo no desfazer das formas anteriores que se repetem, e não a oposição, que em si é estéril" (p.26). (112 páginas; 9 €) |